URBANISMO E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS

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A primeira administração a cuidar das ruas de Santana de Patos foi a de 1951-1955. Mandou encascalhá-las. A vibração, na época, foi geral. E como o asfalto custou a fazer parte de seu conjunto! Desde 1980 ele estava à sua porta. Talvez tenha ficado com receio de entrar e não ser bem recebido. Ledo engano! A partir de então o povo desejou muito. Só veio em 1990. Ele entrou pelas Ruas Constância Nascimento, Deoclécio de Matos, Heráclito Amaral, pelas travessas e cortou o Largo da Matriz, já com o nome de Praça Jaime Ramos, que foi toda preparada para ser ajardinada. Ficou como se fosse uma donzela pronta para ir a uma festa. No final dela foi construída uma quadra de esportes para o lazer da juventude.

Além do asfalto, do ajardinamento, construiu-se no distrito o Conjunto Residencial “Hordonato Guimarães”, que muito veio contribuir com o seu aspecto urbanístico. A inauguração de todos esses benefícios aconteceu em 22 de julho de 1990.

Durante o ano de 2007, todo o asfalto que já sentia os efeitos do tempo recebeu novo trato, ocasionando muita alegria, principalmente para os moradores.

Uma pena que o casario, na sua quase totalidade, perdeu a característica do que construído ainda no século 19. Quase nada mais resta, a não ser os grandes quintais cheios de frutas, principalmente de jabuticabeiras. Santana de Patos está vivendo na memória de sua gente. Pequena lembrança do ontem que está indo, e permanente, quase apenas na presença da Igreja Matriz e do muro de pedra tapiocanga – dizem alguns moradores – construído pelas mãos cansadas dos escravos, separando a área da igreja de quintais vizinhos.

A primeira tentativa para Santana de Patos ter o serviço telefônico foi do vereador José Pereira Guimarães. Na sessão de 06 de maio de 1914, da Câmara Municipal de Patos de Minas, apresentou projeto autorizando o Agente Executivo a construir uma linha telefônica de Patos a Santana, indo até às divisas do município, no ponto de união das linhas telefônicas ao município de Patrocínio. O vereador Dr. Euphrasio José Rodrigues, em sessão de 26 de setembro de 1917, apresentou projeto autorizando o Agente Executivo a auxiliar com dois centros telefônicos a qualquer empresa particular que se propusesse a assentar telefones no distrito de Santana. O mesmo vereador, em sessão de 05 de maio de 1920, apresentou projeto autorizando o Agente Executivo a entrar em acordo com a empresa de auto-viação para colocar um fio telefônico nos postes do telefone da empresa, entre Patos e o distrito. Assim procedeu o vereador pelo fato do empresário José Rangel, para controle de sua empresa de transportes coletivos, ter construído, anexo, uma linha telefônica de Patos a Catiara, exclusivamente para controle do trânsito na estrada, com estação em Santana de Patos. Esse serviço funcionou até 1929. A partir dessa data, apenas na década de 1970 Santana de Patos veio a ter novamente o serviço telefônico, não tão eficiente. Era um poste apenas. Em dezembro de 1984, foi implantado o serviço urbano e interurbano através de concessão à CTBC.

O serviço de correio em Santana de Patos teve agência instalada ainda no final do século 19. Foi extinta em dezembro de 1905. Sentindo falta, a população local requereu à Câmara Municipal o seu restabelecimento, em 06 de janeiro, e a nomeação de Dona Maria Amélia da Costa para a chefia. Restabelecida a agência, durante todo o tempo teve como agente a Dona Constância Nascimento, popularmente conhecida como Totó. Foi nos anos 40. Época difícil em que a correspondência era transportada em lombo de burros. Uma vez aposentada, a sua filha Fia prestou serviços na agência, até ser definitivamente extinta. Posteriormente se instalou um posto de distribuição, que continua sendo mantido.

Desde o início do século 20 os santanenses já muito se preocupavam com o meio de locomoção tanto para Patos de Minas como para Patrocínio, Lagoa Formosa e Carmo do Paranaíba. Estavam sempre a solicitar a preservação das pontes sobre rios e córregos da região e abertura de estradas para veículos automotores, principalmente após ter chegado o primeiro automóvel, na década de 1920, de propriedade de Zico Nunes.

Pela situação geográfica, foi passagem obrigatória da estrada ligando a cidade de Patos de Minas à estação de Lavrinha (Catiara), servida pela então Estrada de Ferro Goiás.

Quem muito movimentou este caminho foi Oscar Rangel, com o serviço de jardineira e de mistos (veículos próprios para transporte de carga e de passageiros), ligando Patos de Minas àquela estação ferroviária.

Com o desenvolvimento de toda a região, Santana de Patos passou a ser servida por várias empresas de ônibus e teve ligação por estrada asfaltada, em 1980, até a BR-365.

O povo de Santana de Patos sentiu-se muito realizado e feliz com a construção da ponte sobre o Rio Paranaíba, ligando o distrito a Campo Alegre e Lagoa Formosa. Foi um anseio de anos que se tornou realidade no último ano do século 20, quando a Prefeitura a entregou aos santanenses, com muita alegria e festejos.

O primeiro aparelho de televisão, com imagem em preto e branco, chegou nos anos 60, pelas mãos de João Marciano, depois Zico Nunes, Chico Faria e outros.  Era uma festa. Todos se reuniam diante do aparelho. Os homens, como se estivessem numa platéia de cinema, para assistirem aos jogos de futebol e noticiários, enquanto as mulheres para verem as novelas.

Antes da TV, serviam-se de rádios a pilha na casa de quem o possuía para ouvirem o noticiário e também as celebradas novelas da Rádio Nacional.

Quanto a serviços bancários, a Caixa Econômica Federal, em 2007, instalou um caixa eletrônico.

* Fonte e foto: Patos de Minas, Meu Bem Querer, de Oliveira Mello.

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