ASFALTO PÍFIO NO ENTORNO DA NOVA RODOVIÁRIA APÓS INAUGURADA

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TEXTO: DIRCEU DEOCLECIANO PACHECO (1983)

Na semana que passou, dei umas voltas pela cidade e passei pela região do Terminal Rodoviário “José Rangel”, onde pude constatar dois fatos importantes.

O primeiro foi motivo de satisfação, pois vi que as obras de nossa Rodoviária prosseguem em um ritmo até razoável, considerando-se a penúria financeira por que passa a Prefeitura. Relativamente, pode-se dizer que já se fez bastante coisa, nestes primeiros dois meses da atual Administração, numa demonstração de que a afirmação do Prefeito Arlindo, feita a nós em sua entrevista publicada no N.º 64, de que uma “uma obra como aquela não pode ficar inacabada”, permanece firme¹. E isto é muito bom.

Por outro lado, fiz uma constatação que chega a ser deprimente, para não dizer, vergonhosa e não importa, saber de quem é a responsabilidade: se da Construtora Santana ou seja lá de qual outra for, ou da Administração Municipal anterior.

O certo é que a Rodoviária (ou seja, a parte que estava concluída) foi inaugurada no dia 27 de janeiro passado. E fazia parte do que se inaugurava, como concluído, o asfaltamento das ruas que a circundam: Piauí, Ceará, Barão do Rio Branco e Sergipe.

Todo mundo sabe, que o “asfalto” da pista interna da Avenida Piauí e a quase totalidade do da Rua Sergipe, que fica “aos fundos” da Rodoviária², uma semana depois, começou a se “esfarelar” como uma daquelas brevidades que não vejo, e das quais não ouço falar há muito tempo.

Não entendo nada do assunto de asfaltamento e restauração de ruas − mesmo porque, minha obrigação é entender da restauração da cavidade oral³ − mas penso que ninguém é tão “burro” assim, para não perceber que o ocorrido naquela região, foi uma lamentável falha, que também não sei se cometida por imprudência, imperícia ou negligência de quem quer que seja.

A realidade é, que as ruas que deveriam ser um atrativo para a região, foram em menos de um mês, transformadas em uma “buraqueira danada”, onde até nossos saudosos carros de bois teriam dificuldade em trafegar.

Sei que há certas coisas que não podem e nem devem ser feitas de “um dia para o outro”, mas outras há, que precisam ser atacadas em regime de urgência urgentíssima e dentre elas, apontaria aquelas que maculam o nome e a reputação de quem é o responsável por elas.

Ora, há responsáveis diretos e indiretos pelo “asfaltamento” mencionado e repito, não importa saber quem sejam.

Compreende-se que falhas sejam cometidas, pois a obra foi executada por homens e sabemos que tudo o que os homens fazem é igualmente sujeito a falhas e erros.

Mas não consigo e nem posso entender que uma situação degradante como aquela, que pode por em jogo a reputação de pessoas honradas ou de firmas conceituadas permaneça ali, como “cartão de visitas” a milhares e milhares de passageiros que embarcam e desembarcam no Terminal Rodoviário, já por mais de dois meses.

No meu modo de entender, aquilo ali é uma “sangria desatada”, que não pode esperar.

Interessa-me e muito saber, é, quem irá resolver aquela problema?

E quando?

* 1: O Terminal Rodoviário José Rangel foi obra da Administração de Dácio Pereira da Fonseca e inaugurado em janeiro de 1983, último mês de sua gestão. Arlindo Porto Neto assumiu o cargo em 01 de fevereiro e compareceu com os retoques complementares que se fizeram necessários.

* 2: Na verdade, a Rua Sergipe não fica “aos fundos” da Rodoviária, e sim na sua lateral esquerda (a da lateral direita é a Rua Barão do Rio Branco). A que fica “aos fundos” é a Rua Ceará.

* 3: Dr. Dirceu Deocleciano Pacheco é Cirurgião Dentista.

* Fonte: Texto publicado com o título “Quem irá resolver?” no Editorial do n.º 67 de 15 de abril de 1983 da revista A Debulha, do arquivo de Eitel Teixeira Dannemann, doação de João Marcos Pacheco.

* Foto: Publicada em 20/12/2013 com o título “Asfaltamento da Rua Sergipe no Bairro Lagoa Grande”.

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